III Encontro Anual CAROÁ: Etnografias da vida, ecopolíticas e resistências
"III Encontro Anual do CAROÁ: Etnografias da vida, ecopolíticas e resistências" será o terceiro seminário do Núcleo de pesquisa CAROÁ e acontecerá dias 17, 18 e 19 de novembro de 2026, no auditório Marielle Franco, na Faculdade de Ciências Sociais. As duas edições anteriores receberam Terraço CAROÁ (2023) e Terreiros: Artesanias da existência e da etnografia (2024) mobilizaram pesquisadores do núcleo e das redes de pesquisa que mantém diálogos e colaborações. Desde o início dos seminários, o CAROÁ articulou parcerias importantes para organizar eventos de alcance internacional, de destaque e relevância acadêmica como a IX Reunião de Antropologia da Ciência e da Tecnologia (2023) e o Workshop Semiotics after Biopower com Elizabeth Povinelli (2024).
Neste terceiro encontro do núcleo, contaremos com a parceria do núcleo TRECHOS da UFRJ, provocaremos diálogos e colaborações entre as/os pesquisadores de diferentes nívies de formação - graduação, mestrado e doutorado - em torno de estudos e análises da antropologia, sociologia e psicologia a partir da obra de Michel Foucault que, neste ano, completaria 100 anos. Este evento também será ocasição para apresentação de pesquisas relacionadas ao projeto do núcleo "Antropologia da vida, políticas da natureza e ontologias ambientais" financiado pelo CNPq.
Como proposta coletiva, partimos do problema da vida, ou do ser vivo, para abordar a complexidade e delicadeza do material antropológico calcado na vivência, na experiência pessoal, em um projeto intelectual compartilhado com outros. Essa complexidade, como sua raiz etimológica complexus (o que é tecido em conjunto) aduz à tessitura de heterogêneos. Como sugeriu Guattari (1991), na construção de um paradigma estético alternativo aos paradigmas ideológicos de ação política, “a produção da alteridade é uma heterogênese”: Como um projeto coletivo, o núcleo CAROÁ busca etnografar as diferentes formas como a vida aparece/ressurge no canteiro de trabalho de diferentes pesquisas. A proposta é explorar problemas etnográficos e problemas teóricos tendo como questão motriz as diferentes formas como a vida - com ou sem modulações culturais ou sociais - aparece como problema etnográfico, teórico, ético e político na antropologia contemporânea e em situações concretas de pesquisas empíricas.
Etnografar a vida exige de nós sensibilidade e atenção às diversas ontologias, pragmáticas e éticas ecológicas. Hoje precisamos de modo dramático de uma antropologia sensível à vida em sua heterogênese para resistirmos ao fascismo ao redor, um mundo em eminente crise climática, perda de biodiversidade e aumento da variabilidade climática e de eventos extremos.
A programação envolve conferências e mesas redondas e simpósios temáticos, minicurso e o lançamento da nova temporada do Podcast Socializando, realizado por discentes de graduação em ciências sociais da UFG.
Em breve, lançaremos a chamada para resumos.
Arte do cartaz: Manuela Chaves

